Pensar a Filosofia no cotidiano. “A filosofia é luta contra o enfeitiçamento de nosso entendimento pelos meios da nossa linguagem”. (Wittgenstein. Investigações Filosóficas, 109)
segunda-feira, 20 de julho de 2020
Amigos são pontes
sábado, 25 de abril de 2020
Nem toda casa é um lar
Anderson Manuel de Araújo
sábado, 27 de junho de 2015
Ética e os "Bobos da Corte" na Política Brasileira
Quem é o bobo da corte no cenário atual? Quais são os bobos da corte estrategicamente selecionados por alguns meios de comunicação e pelos principais atores políticos? Enquanto todos assistem aos espetáculos dos bobos da corte, o que fazem tantos outros políticos eleitos que, semelhantes aos monarcas, independentemente da situação econômica do nosso país, continuam ganhando seus salários milionários, continuam recebendo seus benefícios assustadoramente generosos?
Tais questões não pretendem disseminar o ódio ou a revolta contra pessoas ou grupos. São pontos de partida para reflexões sobre a alienação a que somos envolvidos no cotidiano. A partir da conscientização da real situação que vivemos, poderemos tomar decisões mais coerentes sobre a vida em sociedade, na convivência com os outros. Atitudes simples podem ser sinal do que chamamos de cidadania, a começar pelo uso ético das redes sociais. Antes de "compartilhar", veja se é verdade. Compartilhe ações afirmativas. Denuncie fatos verídicos. Leia mais de um jornal, recorra a opiniões diversas sobre um determinado tema para extrair uma conclusão. E, antes de dar a sua opinião, antes de dizer se é "contra" ou "a favor", não se esqueça de que você tem o direito de ter um tempo para pensar sobre o que acontece, e que muitas vezes, ainda não houve tempo suficiente e "informações" ou "provas" suficientes para você chegar a uma conclusão; muito menos para julgar ou incriminar alguém.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
O que passou, calou. O que virá, dirá!
sábado, 4 de outubro de 2014
Eleições no Brasil: Terror e covardia ou Liberdade e coragem?
Por Anderson Araújo
Notam-se também nestas eleições posições fundamentalistas. Muitos que criticam o fundamentalismo religioso que mata milhares de pessoas no mundo, acabam assumindo posições fundamentalistas na eleição. A pessoa que tem posição fundamentalista vê como o diabo todo aquele que se posiciona diferentemente dela, e não admite que o processo seja justo por tantas pessoas pensarem diferente dela.
Não penso que quem pensa diferentemente de mim representa o mal ou é covarde e estaria no estado de menoridade. Sou contra qualquer tipo de fundamentalismo, contra a política como espetáculo e defendo a democracia, ainda que, democraticamente, sejam eleitos aqueles que não escolhi. Meu julgamento é a respeito dos critérios que levam você a fazer a sua escolha. Se os seus critérios foram determinados a partir de uma lucidez e de investigação pessoal, fico feliz que você tenha chegado a um determinado candidato mesmo sendo diferente da opção que eu fiz. Porém, se a sua escolha estiver fundamentada na beleza do (a) candidato (a), nas teorias conspiratórias que favorecem apenas aqueles que querem o poder a todo custo; lamento caro leitor, você pode votar, mas ainda se encontra na situação de menoridade.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Professores e Alunos: Super-heróis ou Construtores do Conhecimento?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Mineirão, Futebol e Educação
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Nós não estamos prontos
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Os Vilões e a Coragem
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Provocações Filosóficas e os Direitos dos Animais
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Solidariedade: coexistência
sábado, 13 de agosto de 2011
As Virtudes: Humildade e Amor-próprio
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Os melhores anos da nossa vida
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A Força da Natureza
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O "Caso Neymar" e o Problema da Autoridade
domingo, 29 de agosto de 2010
Orgulho e Narcisismo
Por Anderson Araújo
O filósofo escocês David Hume (1711-1776) defende o orgulho de si como uma paixão positiva. Para Hume, somente quando o “eu” é levado em conta que podemos sentir orgulho. O “eu” é objeto do orgulho, mas não pode ser a sua causa. Causas possíveis do orgulho seriam coragem e justiça, por exemplo; e também, beleza e força. Ele entende que essas causas são naturais ao homem. Então, aquilo que nos move, isto é, as nossas paixões, pertencem à nossa natureza.
O contrário do orgulho para Hume seria a humildade. Toda causa de orgulho nos causa prazer, e o contrário nos causa mal-estar. Para que produza orgulho ou humildade, é necessária uma relação estreita, própria, específica da causa conosco, quer dizer, com a nossa natureza. Assim, só vai sentir orgulho de sua saúde, alguém na velhice, pois na juventude é constante. Sinto orgulho daquilo que me é específico e que é até extraordinário. Simplificando, podemos dizer que o sentimento de orgulho é marcado pelo caráter extaordinário de alguma característica ou talento que possuímos.
Narcisismo e Amor-próprio
Na mitologia grega encontramos a história do jovem Narciso. Um jovem de beleza singular marcado por uma profecia: se um dia visse a si mesmo, morreria. O amor de Narciso por si mesmo é desmesurado. Narciso bastava-se a si mesmo. A sua auto-suficiência o impedia de se relacionar com os outros e justifica sua indiferença em relação às pessoas.
Denominamos então de narcisista a pessoa que só tem olhos para si mesma. O que não deixa de ser uma espécie de egoísmo. Caetano Veloso expressa numa canção o drama de Narciso: "Narciso acha feio o que não é espelho". O amor-próprio pode ser considerado uma forma de cuidado de si e de respeito consigo mesmo. No amor-próprio há equilíbrio no sentimento, o que permite o reconhecimento da alteridade na relação, ou seja, no amor-próprio pode-se falar de coexistência de "belezas", de "pessoas" e não em submissão dos outros à beleza de um indivíduo como a que ocorre no narcisismo.
Ler mais sobre orgulho e outras paixões em:
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2001.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Autoridade X Autoritarismo
sábado, 10 de julho de 2010
Alienação e Mediocridade
Por Anderson Araújo
Considerando-se que as ideologias são doutrinas de ideias; podem ser utilizadas com o sentido de educar, sensibilizar, formar, convencer e até mesmo de manipular o ser humano. Pode-se identificar cada sentido dependendo da pessoa que faz uso da ideologia e do contexto no qual é utilizada.
Desse modo, as músicas transmitem ideologias, intencionalmente ou não, mas transmitem. Assim como as propagandas, as religiões e os discursos políticos. As propagandas tentam convencer as pessoas a comprarem seus produtos. Para isso, associam imagens de beleza, saúde e bem-estar ao produto que desejam vender. Um político sempre transmite uma ideologia. Mas o que precisamos identificar é se ele a transmite em um sentido positivo ou negativo. Ou seja, se o objetivo é auxiliar as pessoas, libertar as pessoas das condições miseráveis e sub-humanas nas quais vivem, a ideologia é positiva. E se o objetivo for simplesmente ganhar votos, apoio e auto beneficiar-se, estamos diante de uma ideologia no sentido negativo.
Em geral, o que a ideologia em seu sentido negativo faz é alienar as pessoas. As pessoas tornam-se alienadas, quer dizer, desconhecem os reais motivos pelos quais agem, consomem compulsivamente e escolhem determinados políticos. Neste caso, ainda há muitas pessoas que escolhem um representante porque corresponde a um padrão de beleza ou porque está ligado a um time de futebol, por exemplo. Claro que nada impede que um jogador de futebol tenha características consideradas importantes para um representante do povo. Mas, normalmente, as pessoas desconhecem seus projetos.
Pessoas alienadas geralmente são medíocres. Por quê? Porque agem iguais a todo mundo. Compram as mesmas roupas de marcas famosas, não suportam não TER o celular que o seu grupo de convivência possui, nem o fato de andar com um carro usado. Alienação e mediocridade andam de mãos dadas. Isso porque falta opinião própria, estudo, estilo e perfil à pessoa alienada. Formar-se é algo difícil, porque exige esforço, cultivo de si (cultura), assim como toda virtude. A virtude não é apenas um bom hábito, mas é um comportamento marcado pela originalidade e motivações próprias para conhecer-se e conhecer o mundo e as coisas; talvez para se enganar menos e ser menos enganado, menos alienado portanto, e mais autêntico.
É triste e cansativo ver e ouvir as pessoas repetirem chavões de programas de humor ou de novelas – fica todo mundo igual. Mas é encantador ser surpreendido por questões diferentes e problematizadoras sobre o mundo. A autenticidade exige também moderação, equilíbrio, mas não a “média”, ou seja, não é ser “mais ou menos”. Posicionar-se contra a mediocridade e possuir um perfil original é desafiador. Porque para isso deve-se ser diferente, mas também respeitar as diferenças; e conviver harmonicamente com a sociedade, mas sem perder-se, sem ser comum.

