Pensar a Filosofia no cotidiano. “A filosofia é luta contra o enfeitiçamento de nosso entendimento pelos meios da nossa linguagem”. (Wittgenstein. Investigações Filosóficas, 109)
terça-feira, 25 de junho de 2013
A "energia política" dos protestos: coerências e incoerências
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Protestos no Brasil, o "início de alguma coisa"
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Imaginações Constrangedoras
(Para Guilherme Colombini e Wanessa Lima)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
A Humanidade na Renúncia do Papa
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Mineirão, Futebol e Educação
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Nós não estamos prontos
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Os Vilões e a Coragem
domingo, 1 de julho de 2012
Vestibular UFMG 2013
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Provocações Filosóficas e os Direitos dos Animais
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Os homens e os animais: infidelidade no uso da liberdade
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Solidariedade: coexistência
sábado, 1 de outubro de 2011
O Brasil e o "Jeitinho Brasileiro"
Independente da ação dos nossos governantes e das nossas autoridades, é necessário encontrar meios de proliferar os bons exemplos, de emancipar o olhar da criança e do adolescente e principalmente dos pais e educadores em geral. Educador não é apenas o professor, mas também o pai, o político, o faxineiro, o músico, o ator e o jogador de futebol. Educador é todo aquele que influencia a vida das crianças. Se você tem este poder e deseja mudar o jeitinho brasileiro, dê o seu recado e o seu exemplo. Que as ações contra o desagradável e criminoso "jeitinho" sirvam para promover a paz, a harmonia e a não-violência.
sábado, 13 de agosto de 2011
As Virtudes: Humildade e Amor-próprio
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Vestibular UFMG 2012
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Os melhores anos da nossa vida
segunda-feira, 28 de março de 2011
A Influência da Ilíada e da Odisséia na Formação do Homem Grego
Por Anderson Araújo
Destaca-se a influência dos poemas homéricos na formação do homem grego, influência que se percebe na maneira de os gregos se organizarem e de se posicionarem entre si e internacionalmente, na política, na economia, socialmente e, sobretudo, na formação militar. Pretende-se enfatizar neste texto a influência ideológica, ou seja, a influência das obras na formação do espírito grego, quer dizer, do seu modo de pensar.
Homero compôs as suas obras por volta do ano de 700 a.C., apesar de narrar acontecimentos do ano de1200 a.C. Na Ilíada e na Odisséia, o poeta narra uma guerra entre gregos e troianos, narração que contém fatos possíveis de terem ocorridos realmente, e fatos que podemos chamar de lendas.
A guerra narrada é movida desde o início por paixão e coragem, que consiste no rapto de Helena pelo príncipe troiano. A história se desenvolve acerca deste fato, sobretudo na Ilíada e vai registrar uma outra característica sempre presente no espírito grego na época arcaica que é a estratégia.
O tema da estratégia é ainda mais presente na Odisséia, sobretudo no personagem de Ulisses que é citado por Homero como “o industrioso”. A vitória dos gregos sobre os troianos deveu-se à capacidade industriosa, isto é, de estratégia de Ulisses, ao projetar um cavalo de madeira como presente para os troianos. A Odisséia narra os feitos e a capacidade industriosa de Ulisses no seu regresso a Ítaca.
As obras em questão têm a sua importância na formação do homem grego, uma vez que as crianças eram educadas, iniciadas na leitura e na escrita através da Ilíada e da Odisséia.
Nesse sentido, o menino crescia, lendo os feitos de Aquiles na guerra e as estratégias de Ulisses para vencer a guerra e retornar a Ítaca. O homem grego (sobretudo o ateniense) cresce com o desejo de ser um herói, como nas obras homéricas. Isso o incentiva a treinar para lutar na defesa da sua cidade e na conquista de outras cidades.
O espírito grego é um espírito guerreiro. O jovem ateniense, por exemplo, considerado cidadão a partir dos 18 anos se filho de pais atenienses, é um guerreiro. É importante citar que o ateniense defende a sua cidade no sentido físico, porém com igual ou maior força defende a sua nacionalidade.
Essa ideologia, portanto, vai marcar a diferenciação entre os grupos (“classes”) atenienses, a saber, a diferença entre nobres e pobres. Apesar de os dois grupos terem acesso às obras homéricas e à educação, serão os nobres, aqueles que podem viver no ócio, que terão mais educação e meios para se tornarem melhores guerreiros.
Podemos citar os jogos em Olympia, as competições que os atenienses faziam no templo, momento de diversão mas, sobretudo de confirmação da supremacia dos aristoi (os nobres, “os melhores”) que, movidos pelo espírito competitivo e guerreiro dispunham de tempo e de uma alimentação melhor do que os cidadãos pobres que tinham que se dedicar mais ao trabalho para suprir suas necessidades básicas.
Aquele que terminava vitorioso na competição era equiparado a um herói das obras homéricas, tinha, pois, um prestígio político. Nas festas e nos discursos da cidade, o bom competidor era apresentado, citando a sua descendência (de heróis).
O sucesso do atleta, do político e até um determinado momento, do guerreiro, era aristocrático e não democrático. O cidadão pobre vai ganhar um prestígio e uma ascensão mais tarde, quando sua participação na guerra for necessária.
Assim, podemos concluir que a ideologia das obras homéricas, que são idealizações do guerreiro e do herói, tiveram grande força na educação do homem grego, principalmente na sua concepção de cidadão.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A Força da Natureza
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O Pacto Social, um "Cálculo"
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O "Caso Neymar" e o Problema da Autoridade
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A Crença no Hábito
Por Anderson Araújo
Para o filósofo David Hume, o nosso conhecimento do mundo se dá por meio de percepções. Ele as subdivide em impressões e ideias. As primeiras, as impressões, são as percepções atuais que temos das coisas e do mundo, são portanto, fortes e mais vivas. Enquanto as ideias são fracas e menos vivas porque geralmente são cópias das impressões.
Segundo o filósofo esta diferenciação é fácil para nós, pois facilmente distinguimos entre sentir e pensar. O modo como a impressão ocorre na mente é forte, e tem também um efeito peculiar. Uma impressão não é meramente pensada, mas acreditada. A força e a vivacidade significam o modo como aparece a percepção na mente e o efeito que causa à mente.
Exemplificando, posso ir ao museu e ver uma pintura de Picasso. Neste caso, enquanto vejo a pintura, tenho a impressão da pintura; trata-se de uma percepção forte e viva. Mas numa conversa com um amigo, na qual me lembro da minha visita ao museu e lhe descrevo a minha percepção da pintura, trata-se de uma ideia, uma percepção fraca e menos viva.
De acordo com Hume, todo o nosso conhecimento é baseado em nossas experiências. Por isso, ele vai dizer que determinadas conclusões que chegamos sobre o mundo e as coisas não são fundamentadas na razão, mas no hábito. O fato de vermos todos os dias uma relação entre A e B, por exemplo, faz com que toda vez que vemos A, lembremo-nos de B. Além disso, o nosso conhecimento é fundamentado em relações causais, ou melhor, na causalidade; que é a ideia segundo a qual todo efeito deve ter uma causa.
Nossas certezas sobre o futuro devem-se à nossa crença no hábito. Acostumamo-nos a ver que o Sol nasce todos os dias. Logo, concluímos que ele nascerá também amanhã e no futuro. Ou seja, este conhecimento é fundamentado numa crença que obtemos pela regularidade com que as nossas experiências se repetem, produzindo o hábito ou o costume. Desse modo, podemos concluir em breves palavras que para Hume a nossa mente é um feixe de percepções, pois todas as nossas ideias têm origem na impressão sensível; e que não estamos diante de uma conexão necessária na relação entre causa e efeito, mas diante de uma associação baseada na regularidade de eventos que ocorrem na experiência.
Estamos diante de uma explicação bastante plausível do funcionamento da mente humana que nos faz pensar sobre os motivos ou razões pelas quais adotamos determinadas crenças ou opiniões sobre nós mesmos e sobre o mundo. Fundamentamos nosso conhecimento somente na razão ou na experiência? O nosso conhecimento é racional ou é apenas uma crença em regularidades? Descobrir esta explicação da mente humana muda ou compromete o nosso modo de ver o mundo?
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2001.
domingo, 29 de agosto de 2010
Orgulho e Narcisismo
Por Anderson Araújo
O filósofo escocês David Hume (1711-1776) defende o orgulho de si como uma paixão positiva. Para Hume, somente quando o “eu” é levado em conta que podemos sentir orgulho. O “eu” é objeto do orgulho, mas não pode ser a sua causa. Causas possíveis do orgulho seriam coragem e justiça, por exemplo; e também, beleza e força. Ele entende que essas causas são naturais ao homem. Então, aquilo que nos move, isto é, as nossas paixões, pertencem à nossa natureza.
O contrário do orgulho para Hume seria a humildade. Toda causa de orgulho nos causa prazer, e o contrário nos causa mal-estar. Para que produza orgulho ou humildade, é necessária uma relação estreita, própria, específica da causa conosco, quer dizer, com a nossa natureza. Assim, só vai sentir orgulho de sua saúde, alguém na velhice, pois na juventude é constante. Sinto orgulho daquilo que me é específico e que é até extraordinário. Simplificando, podemos dizer que o sentimento de orgulho é marcado pelo caráter extaordinário de alguma característica ou talento que possuímos.
Narcisismo e Amor-próprio
Na mitologia grega encontramos a história do jovem Narciso. Um jovem de beleza singular marcado por uma profecia: se um dia visse a si mesmo, morreria. O amor de Narciso por si mesmo é desmesurado. Narciso bastava-se a si mesmo. A sua auto-suficiência o impedia de se relacionar com os outros e justifica sua indiferença em relação às pessoas.
Denominamos então de narcisista a pessoa que só tem olhos para si mesma. O que não deixa de ser uma espécie de egoísmo. Caetano Veloso expressa numa canção o drama de Narciso: "Narciso acha feio o que não é espelho". O amor-próprio pode ser considerado uma forma de cuidado de si e de respeito consigo mesmo. No amor-próprio há equilíbrio no sentimento, o que permite o reconhecimento da alteridade na relação, ou seja, no amor-próprio pode-se falar de coexistência de "belezas", de "pessoas" e não em submissão dos outros à beleza de um indivíduo como a que ocorre no narcisismo.
Ler mais sobre orgulho e outras paixões em:
HUME, David. Tratado da Natureza Humana. São Paulo: Ed. Unesp, 2001.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Autoridade X Autoritarismo
sábado, 14 de agosto de 2010
"Meu Pequeno Atleticano"


