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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O que passou, calou. O que virá, dirá!

Por Anderson Araújo
(Para Eli Maria)
As escolhas que fizemos no passado influenciam o presente e influenciarão o nosso futuro. Assim como muitas escolhas que outros fizeram sem o nosso assentimento ou acontecimentos que não dependeram de nossa vontade. Há fatos que têm um tempo próprio para "chegarem" e também para "passarem", quer dizer, terminarem, morrerem! Neste sentido podemos exclamar: ainda bem que passaram, que acabaram!

De um lado, lamentamos pelas vivências prazerosas e alegres que "passam" rapidamente. De outro, torcemos para que eventos "negativos" ou infelizes "passem" depressa. Assim, o que poderíamos denominar de "perfeição dos eventos", consiste nesta característica que é também própria da vida: cada coisa tem um tempo certo, um tempo "oportuno" para acontecer.

Certamente, é sinal de sabedoria conscientizar-se de que algumas coisas, eventos e até relacionamentos, morreram, passaram! A postura inversa seria continuar acreditando que certas coisas continuam existindo, e pior, insistir para que pessoas que se relacionaram conosco em outros momentos no passado tenham as mesmas atitudes e compartilhem conosco das mesmas ideias. Esquecemo-nos de que mudamos, assim como nossos amigos e as pessoas ao nosso redor. 

Enquanto conscientizar-se do "fim" ou das "mudanças" é sinal de sabedoria, a incapacidade de perceber que as coisas "passaram", produz sofrimento. Não há mais cumplicidade, não há mais palavras, não há mais "comunhão", não há mais amor. Sofre tanto aquele que insiste em vivenciar o mesmo sentimento, quanto o outro que é obrigado a expressar um sentimento que já não possui mais.

Há eventos que nos fizeram sofrer, chorar. Se já choramos e sofremos, resta-nos abandoná-los lá no passado. Se ainda continuam "falando" conosco e nos "provocando", precisamos "calá-los", pois o que passou, calou! Logo, se o que passou, ainda não calou, certamente continuarei ouvindo "vozes" e "fantasmas", chorando por algo que já tinha me causado sofrimento no passado. Estes "fantasmas" vão se tornando um peso desnecessário em nossas costas, contribuindo tão somente para um atraso em nossos projetos e sonhos. 

Os compositores Carlinhos Brown e Marisa Monte deram o título "Pra ser sincero" para a canção que traz os versos "e o que passou, calou. E o que virá, dirá". Podemos dizer que os que são sinceros têm a coragem de "calar" o que passou e são sensíveis para "escutar" o que virá no futuro. 

O que passou, precisa calar, pois somente assim poderá "vir" algo para "dizer" mais coisas em nossa vida, e para, principalmente, enriquecer a nossa vida. Portanto, acontecimentos ruins e também nossas vivências felizes precisam "silenciar" porque já "passaram". Situações de sofrimento ou de angústia devem ser lembradas somente para nos alertar sobre o risco de cometermos os mesmos erros; e os momentos felizes, estes devem ser lembrados com alegria, mas com sabedoria para refletir que foram e continuarão sendo importantes para nos motivarem a olhar para a frente, vivendo o presente, acreditando que o que virá, também dirá!

3 comentários:

Celeste disse...


É..., o que passou, muitas vezes fica como se fosse fantasma nos assombrando, e é só a Fé para nos livrar desse fantasma.

Joyce Freitas disse...

Amei o texto, me lembrou várias de suas aulas e uma musica do lulu santos "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia ♪" . Cabe a nós nos adaptarmos e aprender lições do que se passou. =)

Anderson disse...

Isso aí tia Celeste, a gente precisa mudar o foco e acreditar que o futuro pode ser melhor também! A música do Lulu Santos confirma a teoria de Heráclito, né Joyce! Obrigado a vocês pela leitura e pelos comentários!!!